Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)

Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)
<  Julho 2006  >
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Julho 2006

31.07.06

O AMOR



Carta ao meu coração corinthiano

Niterói, 31 de julho de 2006

Querido parceiro,

    tomei a iniciativa de te escrever, porque tenho percebido a sua tristeza ultimamente e, como já passamos por tanta coisa juntos, achei que deveria te dizer algumas palavras de consolo. Eu, mais do que ninguém, conheço a dimensão do teu amor pelo Corinthians. Me lembro até hoje do dia em que, bem antes de sairmos da barriga da minha mãe, coração, você me confidenciou esta sua paixão desmedida. Confesso que sempre admirei a grandeza do teu sentimento que, de de tão intenso, acabou contagiando todos os nossos companheiros: os músculos, os nervos, as entranhas, os poros, as células e até mesmo a alma. Todos eles, agora, também se traduzem em Corinthians.

   Mas muito me preocupa esta angústia inquietante que tem consumido. Muito me aflige esse descompasso dolorido com que tenho te visto pulsando nos últimos dias. Logo você, meu coraçãozinho, que sempre foi o mais alegre, radiante e tão orgulho desse teu Coringão – como você, carinhosamente, se refere a Ele – que, às vezes, queria até saltar do peito para participar da festa (aliás, me dava um trabalhão te convencer de que era melhor não sair pela boca...). Nunca vi um coração tão devoto quanto você, corinthiano, que se derrete só de ouvir falar o nome do tal do Corinthians.
   
       Eu sei que o teu Coringão não tem sido muito legal com você de uns tempos para cá, e que você está todo machucado, de tanta apunhalada que levou. Mas sei também que o teu amor por ele é infinitamente maior do que tudo isso. Sabe, reconheço que não entendo muito desses teus assuntos, não – bem que já tentei decifrar os teus enigmas, só que você é tão complexo, coração... - mas ouvi dizer que todo relacionamento amoroso é assim mesmo: feito de altos e baixos. De bons e maus momentos. Não é fácil ser maltratado e ficar quieto, é verdade, mas o amor supera essas coisas. Sempre.
   
       Além disso, meu coraçãozinho lindo, desculpe eu estar me intrometendo assim mas, se o teu amado está passando por um período tão difícil na vida dele, é justamente agora que você tem que estar firme e forte ao seu lado, mostrando-o o quanto Ele é querido. Agora, mais do que nunca, Ele precisa do teu carinho e dessa energia positiva toda que só mesmo as criaturas escandalosamente apaixonadas são capazes de transmitir. Não adianta ficar aí, dilacerado, sem poder ajudá-lo. Chegou o momento de você, coração corinthiano, se agigantar e mostrar ao mundo inteiro que não existe – em lugar algum do universo - um coração mais fiel. Esta é a tua diferença, e é por isso que os outros te invejam. Agüenta firme aí, amigão, que vocês vão sair dessa juntos. Eu tenho certeza.
   
    Ah, já ia me esquecendo. Trago recados dos nossos amigos: as mãos pediram para avisar que continuarão empunhando a bandeira alvinegra; os pés querem que você saiba que continuarão seguindo o Corinthians, onde ele estiver; a boca jurou que vai continuar cantando o hino e gritando as palavras de incentivo que você lhe envia; e os pulmões descartaram a possibilidade de te faltar oxigênio para a hora da virada. Eles te pediram para ser forte agora, e mais forte ainda quando o Momento chegar e você for invadido pela emoção. Está todo mundo aqui torcendo pelo Coringão. O amor é mesmo um caminho sem voltas e todos nós carregaremos essa marca até o nosso último segundo de vida. Esses contratempos fortalece o que a gente sente, acredite.
    Juízo.
    Atenciosamente.
    Penélope Toledo.

OBS: descobri que, como você, há outros 24 milhões de corações corinthianos espalhados por aí. Acho que vou aconselhar os donos deles a também escreverem palavras de incentivo. O que você acha?

                               
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 14:58:57

27.07.06

O VICE



E agora, sr. Eurico?

    Claro que ainda é muito cedo para se avaliar quais serão os efeitos da perda do título da Copa do Brasil, na Era Eurico Miranda. A dor ainda é latente e não deu tempo para os vascaínos assimilarem por completo a derrota. Muitos, quando despertaram pela manhã, devem ter se perguntado se aconteceu mesmo ou se foi tudo uma piada de mau gosto. Ou então suplicado às divindades, implorando para que tivesse sido apenas um apavorante pesadelo. Portanto, qualquer conclusão, agora, seria demasiado precipitada. Os torcedores ainda estão naquela fase de se entregar às lamentações, de buscar respostas para o insucesso e, por mais irracional que possa parecer, de eleger os culpados. É assim com qualquer clube. Inevitavelmente.
 
    Mas alguma coisa me diz que a soberania de Eurico Miranda à frente do time cuz maltino está em cheque. Não tanto pela derrota em si que, sozinha, seria insuficiente para abalar uma estrutura tão fortemente consolidada. Há algum tempo, porém, venho percebendo a insatisfação do torcedor aos mandos e desmandos do cartola.
 
         Ao término da triste partida contra o Flamengo, um côro vindo das arquibancadas pedia a sua saída. A revolta era tão grande, que o dirigente teve que deixar o estádio às pressas e escondido. Os rubro-negros, por sua vez, ironizavam Eurico, gritando palavras de ordem de apoio e agradecimento. Isso sem falar nas pesquisas e enquetes feitas por sites, na internet, em que ele é apontado como o grande responsável pelo fracasso, com larga (des)vantagem de votos.

    No final do ano – o indicativo é o mês de novembro – devem ocorrer as eleições para a presidência do clube. Uma parcela considerável dos associados já rompeu com ele e não é de hoje. Outra, sobretudo aqueles ligados às uniformizadas, está negociando um apoio que, outrora, era absoluto e incondicional. Um terceiro grupo, do qual ainda não se tem dimensão exata da proporção, mantém-se fechado ao atual presidente. A verdade é que, mesmo “rachada”, a torcida vem se dando conta, pouco a pouco, do quanto é maléfico ao clube tê-lo como dirigente. Do quanto a sua prepotência e incapacidade prejudicam o bom futebol que, historicamente, acompanhou o Club de Regatas Vasco da Gama.

    Pode ser que ainda não seja nesta eleição que “Euvírus”, como é chamado por parte da mídia, deixe o Vasco. Talvez o movimento de resistência à sua imponência dentro da agremiação precise de um pouco mais de tempo para reunir forças a ponto de derrotá-lo. Ou, quem sabe, as eleições não sejam suficientemente transparentes para que se tenha certeza de sua legitimidade. Mas o fato é que as paredes sólidas que protegeram, durante tanto tempo, a sua fortaleza, estão ruindo. As grades que tão inabalavelmente garantiam o seu feudo, enferrujam. E as engrenagens que aparentemente funcionavam bem, mostram sinais de desgaste.

    Não adianta, sr. Eurico Miranda, cedo ou tarde, todo império um dia cai. Foi assim com o Egito, com a Grécia, com o Império Romano, com a França de Napoleão, com Portugal... (há de ser com os Estados Unidos) e será assim com o sr. Pode ser agora ou daqui há anos, mas o teu absolutismo ainda acaba. O teu e de todos os outros dirigentes parasitas que se sentem donos do futebol brasileiro. Não sou eu que estou dizendo, é a História que evidencia.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 19:52:07

O CAMPEÃO



33 milhões de corações pulsando de felicidade

    A “Cidade Maravilhosa” amanheceu mais feliz hoje. Não, na verdade não foi só o Rio de Janeiro: o país acordou mais alegre. Nada menos do que 18% dos 182 milhões de brasileiros (segundo dados do IBGE), estampavam o mesmo sorriso abobalhado, o mesmo olhar radiante e a mesma vontade de, como eles mesmo definem, “cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro”.
 
         Nesta manhã, 33 milhões de seres humanos exibiam – vaidosos e orgulhosos de si – as inconfundíveis olheiras de quem passou a noite inteira embriagado de emoção. E tanta euforia tem um nome: Clube de Regatas do Flamengo. Ou, para os mais íntimos, simplesmente Mengão.

    O time mais popular do futebol nacional foi a melhor das 64 equipes que disputaram a Copa do Brasil neste ano. Após amargar três vice-campeonatos na competição - 1997, 2003 e 2004 – e sem vencer um torneio nacional há cinco anos – seu último título foi a pouco expressiva Copa dos Campeões Brasileiros, em 2001 – o Flamengo finalmente reencontrou o caminho das conquistas, voltando a preencher com festa a vida da maioria absoluta dos cariocas. E não poderia ter sido mais saboroso: duas incontestáveis vitórias sobre o grande rival Vasco da Gama.
 
     Não foi um grande jogo, é verdade, e o Flamengo também não chegou a fazer uma exibição de gala, daquelas que enchem os olhos do torcedor, mas... que importa? Quem é que vai ser leviano em questionar a ausência de uma partida bonita quando, na arquibancada, a maior torcida do Brasil transpirava euforia e protagonizava um espetáculo estonteante de fogos, bandeiras e coreografias? Qual o flamenguista que, no momento em que comemorava o título, lembrou que a atuação dos atletas não foi lá essas coisas? Não, eu quero ver quem é que vai levantar a voz para diminuir a grandeza da conquista quando, no próximo ano, a imensa “massa” rubro-negra invadir a Libertadores e tomar conta do continente sul americano.

    É claro que algumas coisas na Gávea vão ter que melhorar, se o clube realmente pretende disputar para valer a Libertadores. Por enquanto, o momento é de festa, e os torcedores só querem saber de brindar o Campeonato. E é justo que o façam mesmo, até extravasarem as últimas energias. Passados porém a magia, o entuasiamo e, em alguns casos, a ressaca, o pentacampeão brasileiro deve começar a traçar metas para fazer bonito no torneio Sul Americano, em 2007.
 
         Precisa pensar em reforços e montar um elenco competitivo, que faça jus à expectativa de sua imensa torcida. Precisa entender que sem um planejamento sério e bem elaborado, não chegará a lugar algum. Porque 33 milhões de pessoas chorando juntas é muita gente e poderia, de repente, causar uma enchente. É melhor não correr o risco.

OBS: Registro aqui os meus sinceros parabéns à gigantesca e arrepiante Nação Rubro-Negra!
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 18:07:53

25.07.06

O ESCOLHIDO



Boi-de-Piranha

    Dunga é o novo técnico da seleção brasileira. A notícia, bombástica, foi anunciada pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e quase me fez cair para trás. O nome do ex-capitão da seleção tetracampeã mundial chegou a ser mencionado pela Federação, mas treinadores como o polêmico Vanderlei Luxemburgo ou o passivo Paulo Autori eram os mais prováveis, depois da recusa do pentacampeão Luis Felips Scolari, para assumir o comando dos “canarinhos”.
 
     Ele, como não poderia deixar de ser, divide as opiniões. Em seu favor, está o fato de ter disputado três Mundiais (1990-94-98), além do inconfundível espírito de liderança e a coerência ímpar, infelizmente rara no universo futebolístico. Contra, estão a forte ligação com Parreira e Zagalo, os responsáveis pelo fracasso que ainda lateja em nossa memória, e a gritante inexperiência como treinador.

    Ainda é cedo para avaliar se a decisão foi acertada ou não. O fato de ter sido um grande jogador não influi diretamente na sua capacidade como técnico, assim como a inexperiência não é absolutamente determinante para o seu fracasso – e o alemão Klinsmann é a prova mais evidente disto. O que me chamou a atenção, porém, foi o oportunismo com que a escolha foi feita, isso é, o seu momento.
 
      Afinal, não é segredo para ninguém que a relação mais forte do torcedor é com o clube. A seleção seria uma espécie de romance passageiro, que serve apenas para consolidar o amor que sente pelo time de coração, este sim, um relacionamento duradouro e imbuído de altos de baixos. Por conta deste relacionamento mais sólido, o torcedor, neste momento, não está preocupado com Dunga ou com a Seleção Brasileira.

    Sejamos objetivos: às vésperas de uma decisão, os flamenguistas e vascaínos só têm olhos para a Copa do Brasil. Em “lua-de-mel” com o time, e também na expectativa de jogos perigosos, os colorados e são-paulinos suspiram apenas para a Libertadores. Amargurando a lanterna do campeonato, os fiéis corinthianos sofrem simplesmente com o Brasileirão. Não menos aflitos com a possibilidade de rebaixamento, os torcedores de Fortaleza, Santa Cruz, Palmeiras, Ponte Preta, Atlético-PR e Botafogo não se podem permitir a extravagância de pensar em Brasil. Até mesmo os torcedores, cujos times figuram na disputadíssima Série B, sonham apenas com o doce momento do retorno à elite do futebol nacional. Dunga que me perdoe a franqueza, mas não há lugar para ele – pelo menos por enquanto – no coração do torcedor brasileiro.
   
      Até porque essa história de novo técnico da seleção me lembra muito a do “boi-de-piranha”, no Pantanal, em que um boi era eleito para ser sacrificado – geralmente o mais velho ou machucado do rebanho – e, assim, salvar os demais. Segundo a lenda, um boi era atirado ao rio, para atrair a atenção e fúria das piranhas, enquanto os outros atravessavam as águas sem serem atacados.
 
     Enquanto o que resta da fúria brasileira se dilui, favorecido pela necessidade de atenção que os clubes exigem, mantém-se o novato no comando. Até a próxima Copa do Mundo, que só será daqui há quatro anos, muitas cabeças e bolas ainda poderão rolar. Até Felipão, que rejeitou a seleção amarelinha, poderá voltar quando seu contrato com Portugal – que vai só até 2008 – romper. Tudo é possível no mundo da bola.
   
          Mas, vejam bem, não estou afirmando nada. São apenas suposições, acreditem. Nenhum representante da CBF se deu ao trabalho de me confidenciar o que quer que seja, e infelizmente ainda não desenvolvi a capacidade de adivinhar pensamentos. Seria tão mais fácil, se fosse assim... Um coisa, porém, é certa e independe de adivinhações: enquanto a presidência da CBF estiver nas mãos de Ricardo Teixeira, as possibilidades de mudança cairão sempre, e inevitavelmente, no lugar-comum de sempre.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 12:11:09

22.07.06

O TORCEDOR


Representante das Arquibancadas

    Quando escrevi aqui que o uniforme do goleiro nunca é o que o torcedor usa nos estádios de futebol, (“A Redenção dos Goleiros”, em A MURALHA), algumas vozes se levantaram em defesa de Rogério Ceni, alegando que ele é o grande ídolo do são-paulino. Não contestei, porque é a mais absoluta verdade, mas argumentei que ele é uma exceção, já que não se prende aos limites da área.

 

        Procurei ilustrar minha opinião destacando que são os gols que ele marca – de pênalti ou falta – e não as defesas, o que enche os olhos do torcedor. Não é que eu ignore que o arqueiro tricolor seja um dos melhores do Brasil, porque isso é incontestável, mas achava que sua condição de ícone derivava do fato dele ser o “show man” do time. De representar, ele mesmo, um espetáculo à parte nos jogos. 

 

           Assistindo à disputa em pênaltis que garantiu o time do Morumbi na semifinal da Libertadores, porém, percebi que tinha sido demasiado simplista em meu raciocínio. O que torna Rogério Ceni a personificação do sentimento são-paulino é bem mais do que o meu coração corinthiano – e, portanto, incapaz de tomar a dimensão exata desta paixão tão antagônica à minha – poderia supor. 

 

          Quando ele se adiantou na cobrança de pênalti e defendeu o chute do jogad or do Estudiantes, retomando assim o empate nas finalizações (já que o meia Danilo não marcou o gol), entendi o que garante a este goleiro um lugar tão especial no coração tricolor: a identificação. Rogério fez o que cada um dos 13,3 milhões de são-paulinos teriam feito se tivessem a chance de estar debaixo daquela trave: garantir a vitória a qualquer custo.

 

             Claro que acho que se as regras existem, elas devem ser cumpridas e que, portanto, Ceni deveria ter esperado para escolher um dos lados. Mas o que me chamou a atenção foi que a atitude desesperada do goleiro era aboslutamente o reflexo do sentimento de pavor das arquibancadas. E é justamente esta sintonia dele com o torcedor o que mais me admira, mesmo sendo eu corinthiana.

 

            É a constatação de que ele é movido pelo mesmo feitiço e pela mesma devoção de que quem está do outro lado do alambrado. É a percepção de que sua emoção não poderia ser menos intensa do que a de nenhum são-paulino no mundo, assistindo ao time do coração dando um passo a frente na competição. Desconfio que Rogério Ceni, quando vê a festa nas arquibancadas, sente uma pontinha de inveja: é lá que, no fundo, ele deseja estar.

 

           Ele é uma espécie em extinção no futebol dos dias de hoje: o jogador-torcedor. O jogador que atua pelo time que torce e que, por isso, se entrega sem pudores, sabendo que qualquer resultado adverso machucará não apenas os outros, mas também a si mesmo. Com ele a torcida se sente representada em campo, como se fosse uma espécie de delegado eleito para ajudar o time. Qualquer torcedor, seja lá de que time for, se fosse retirado das arquibancadas e lançado ao gramado, se dedicaria como ele, sofreria e vibraria de forma igual e faria as mesmíssimas declarações diante dos microfones. Ele é, portanto, o torcedor a quem foi concedido o direito de entrar em campo.

 

            Muitos foram os exemplos de jogadores com este perfil na História do futebol. Uma figura marcante na minha infância foi o goleiro Ronaldo, que me permitia a ilusão de estar eu mesma em campo. Era um dos poucos goleiros a cumprir suspenão automática, tamanha era a sua devoção ao time. Nunca o consegui imaginar defendendo outra equipe, embora acredite que seu profissionalismo o levaria a fazê-lo da melhor maneira possível.

 

           Baseado neste meu exemplo, sou capaz de compreeder a admiração incondicional do são-paulino a Rogério Ceni. Eu já fui tomada pela mesma sensação de identificação. Além disso, Ceni merece o carinho que lhe é atribuído. Só que, sem querer ser desmancha-prazer, me sinto na obrigação de alertá-los: aproveitem bem, porque vai demorar pelo menos dez anos para vocês acharem outro goleiro assim.

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 20:37:10