Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)

Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)
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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2006

18.09.06

A PERGUNTA



Extrapolando a Lógica

    Quase 50mil baianos tomaram as arquibancadas da Fonte Nova, no último domingo, para prestigiar o Bahia vencendo o Ananindeua-PA por 1 a 0. O clube, embora tenha figurado entre os grandes do país e ostente um título Brasileiro (1988), disputa atualmente a série C do campeonato nacional. Ainda assim, reuniu um público bem acima da média na série A que, segundo a CBF, é de 11.395 pessoas.

    No grupo B a torcida também tem cumprido exemplarmente o papel de devoção e festa. Para se ter uma idéia, há sete dias uma legião de mais de 22mil apaixonados se espremeu atrás do alambrado, no Castelão, para assistir ao pífio empate de 1 a 1, entre Ceará e Remo. Detalhe, o jogo confrontava o último e o antepenúltimo colocados na tabela de classificação.

    Justiça seja feita, a elite do futebol nacional não fica atrás quando o assunto é arrastar multidões. Apesar das baixas médias no campeonato principal – favorecido, em muito, pela crescente violência nos estádios e o alto valor dos ingressos, - 57.554 pessoas, entre colorados e são-paulinos, marcaram presença na final brasileira da Libertadores. Mais de 40 mil rubro-negros saudaram o retorno do ídolo Sávio, no Maracanã. E cerca de 35 mil fiéis corinthianos se uniram para enterrarar seus dirigentes, patrocinadores e, por que não?, a má fase que o time atravessava.

    Os exemplos de Bahia, Ceará, Remo, Flamengo e Corinthians, dentre tantos outros, evidenciam que não são os resultados prorpiamente ditos que impulsionam o torcedor. O amor ao clube não é proporcional ao número de títulos ou a beleza de suas campanhas. Senão, como explicar que clubes em divisões inferiores encham os estádios? Como explicar que times na zona de rebaixamento – ou aspirando alcançá-la – atraiam tanta gente a seus jogos?

    Se o torcedor é movido apenas por vitórias, o que justifica a gigantesca massa flamenguista, em que nada menos do que 33 milhões de corações são regidos pelo mesmo sopro? Afinal, a agremiação carioca não é o que se pode chamar de colecionadora de títulos; com todo o respeito. Mesmo o alvinegro paulista, que orquestra a pulsação de 24 milhões de vidas humanas, possui um único - e equivocadamente contestado – título internacional de expressão. Sem falar que, curiosamente, o crescimento de sua torcida coincide com os 23 anos em que o time esteve na fila. Qual seria a razão desta nação aglutinar tantos corpo e almas?

    Seria a identificação com o sofrimento? Não, não pode ser simples assim. Senão, por outro lado, porque o São Paulo, que merecidamente conquistou três vezes o Mundial Interclubes, no Japão, (isso sem falar nos campeonatos nacionais e estaduais), é o terceiro mais querido do país? Por que o Inter-RS, que dentre outras glórias é o atual campeão da Libertadores, esbanja 40 mil sócio-torcedores? O que, afinal, o torcedor venera?!? Os jogadores? O hino? A camisa? O distintivo? O nome do clube? Ou tudo isso junto?

    São tantas perguntas... Que dificilmente encontrarão uma resposta lógica, plausível, coerente ou razoável, como se busca. Torcer é um ato de paixão e, como tal, se caracteriza pela ausência de nexo.

    Não importa mesmo porque tanta gente foi assitir à Bahia X Ananindeua, o importante é que foram. Não faz diferença entender por que dois times que estão na zona da degola lotam as arquibancadas, desde que lotem. O importante não é compreender o motivo do sentimento, é sentí-lo. E quem definiu isso com prorpiedade foi Clarice Lispector, ao nos lembrar que "viver ultrapassa o entendimento".
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 14:46:14

13.09.06

A REBELDIA

 Juízo demais

 
"Portanto,não percam a coragem, porque ela traz grande recompensa”
(Hebreus 10,32-35)


    Uma frase constantemente repetida no futebol é aquela: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A origem da declaração é desconhecida e provavelmente bastante antiga mas, ironicamente, ela parece ressurgir cada vez mais atual. A cada dia que se passa, os poderosos ficam mais mandões e os ajuizados, mais silenciosos. Em uma carreira tão efêmera quanto a de um boleiro – seja ele jogador ou técnico – fazer “vista grossa” aos soberanos parece estar sendo a solução mais sadia para garantir a sobrevivência.

    Em alguns clubes quem manda é o presidente. E manda tanto, mas tanto, que se sente no direito de extrapolar suas funções naturais e acumular também a de treinador. Não é de hoje que em clubes como o Vasco da Gama, o dirigente máximo se intromete até mesmo na escalação do time. Isso sem falar nas ameaças públicas feitas a jogadores e declarações infelizes aos meios de comunicação – como se a imprensa também estivesse inserida em seus domínios. Posso estar sendo retrógrada e assumo esse risco mas, para mim, presidente tem que presidir. É uma função político-administrativa, não técnica. Cada macaco no seu galho.

    O poder no futebol, como na sociedade, também está muito associado ao dinheiro. Assim, em clubes como Fluminense e Corinthians, dentre tantos outros, quem manda é o capital. Que se personifica, é claro, na figura do patrocinador. Recentemente, o comandante tricolor Oswaldo de Oliveira foi inesperadamente demitido do cargo, após colocar um jogador contratado pelo patrocinador no banco de reservas. Ele garante que houve pressão dos donos da grana para que a sua cabeça rolasse.

    No Timão a situação é ainda mais delicada, sobretudo porque não se sabe ao certo a origem das somas de quem manda. Fala-se até em lavagem de dinheiro. O fato é que as verdinhas existem e vêm em bastante quantidade. Diretamente proporcional é o poder do patrocinador, que assume uma série de funções incabíveis, como escolher os jogadores que serão contratados, autorizar liberações de atletas em treinos e jogos e conversar com a imprensa como se seus representantes fosses assessores. O patrocínio é um apoio financeiro em troca de visibilidade, não pode significar - em momento algum! - a propriedade do clube.

    O episódio talvez mais conhecido de intromissão foi protagonizado pelo ex-ditador Emílio Garrastazu Médice, que queria a convocação de Dario para a seleção brasileira. O tirano teve que engolir seco a resposta afiada do então treinador, o comunista João Saldanha: “Quem escala a seleção sou eu. O presidente escala seu ministério”.

    Mas a audácia geralmente tem um preço – e costuma custar caro. Depois de ter montado a base da seleção que se sagraria tricampeã do mundo, o técnico foi substituído por Zagallo. O Velho Lobo ficou com as honras da conquista no México todas para ele. A satisfação indescritível de se deitar a cabeça no travesseiro e ter a certeza de que jamais se curvou para os demandos de um general, porém, ficaram para Saldanha. E isso ninguém conseguiu lhe arrancar.

    Infelizmente, o ex-treinador da seleção era uma figura ímpar. E já não está mais aqui para afrontar as ordens. Hoje em dia o futebol carece de personagens assim, desajuizados. Nos dias atuais o esporte bretão está obediente demais, disciplinado demais, adestrado demais. Quem pode manda, e impera absoluto. E quase todo mundo tem juízo para obedecer. O mundo da bola suplica por alguém que desafie, que desacate, que aja à revelia das normas.

    Apesar de ser angustiante, porém, mantenho-me otimista: cedo ou tarde aparece um novo contestador que vire esse mundo de pernas para o ar. E vai ser gratificante ter esperado. Os mandões nem desconfiam, mas eles não podem tanto assim. Não adianta, o dinheiro não compra a rebeldia do Homem.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 21:28:26

05.09.06

O MERCADO

Ajustando os ponteiros do futebol

    O tocedor que no início do Campeonato se orgulhava de saber na ponta da língua a escalação de seu clube já não tem mais do que se envaidecer. Com a constante ida e vinda de ténicos e jogadores – sobretudo com a abertura das negociações para a próxima temporada do futebol europeu – vai ser difícil alguém ter certeza de qual será o perfil das equipes daqui para a frente. Uma coisa, porém, eu espero que ninguém duvide: é extremamente danoso para o futebol nacional essa flutuação interminável.


    Alguns times perderam seus atletas para o Departamento Médico. Ossos do ofício. Contusões são acidentes de trabalho e, como tais, acontecem indiscriminadamente. Claro que algumas equipes parecem ser mais suscetíveis a esses contratempos, mas é mera impressão. O fato é que, por mais insubstituível que um craque possa parecer (no grupo e no coração da torcida), deve-se sempre ter no elenco substitutos à altura. Um grande time, como se sabe, não pode ostentar apenas onze bons jogadores. Os imprevistos fazem parte da vida da gente.

    Há, também, aqueles clubes que se desfizeram de seus treinadores ou boleiros como conseqüência dos maus resultados obtidos. À primeira vista a iniciativa parece acertada, afinal, se não está dando certo é necessário que se faça mudanças. Mas os precipitados se esquecem de que os placares adversos, em muitas vezes, são resultado da falta de entrosamento do elenco. Assim, quanto mais alterações são feitas, menor a possibilidade de ajustamento e sintonia. A desastrosa atuação canarinha na Copa evidencia que de nada adianta uma constelação se não houver coesão no grupo.

    Mas a boa seqüência de resultados também não é determinante para que um profisional se mantenha no clube, ao contrário, em vários casos ela é a grande responsável por desatar esses laços. E se é verdade que “em time que está ganhando não se mexe”, como afirma a máxima esportiva, então a transação acarretaria um prejuízo incalculável. Bom, sim e não. Não, porque com as conquistas vem a valorização do passe do jogador, de forma que sua transferência encha os cofres do time. Sim, porque desmancha-se um grupo coeso e vitorioso, daqueles que não se reconstitui facilmente, sendo que a quantia obtida dificilmente se reverte em melhoras ou novas contratações. Na balança, geralmente o ônus supera o bônus. Como em quase tudo.

    Em virtude de algum destes fatores – ou de todos eles - há clubes com dficuldade em repetir seguidamente a mesma escalação ao longo da competição. O resultado disso, como se vê, é um futebolzinho inexpressivo, recheado de passes errados, placares enxutos, jogadas sem criatividade e pontapés criminosos na bola e nos adversários. O pobre torcedor, coitado (sempre ele...), precisa mergulhar em seu âmago e se nutrir da paixão desenfreada que sente pelo time para não aposentar a camisa do clube. Acompanhar o futebol, nos dias de hoje, é antes de tudo um ato de fé.

    A grande debandada de craques durante a competição, porém, acontece com a abertura das portas do Velho Continente. Por isso é que deixei este item por último. Os mais atentos devem ter penasdo: “Ela se esqueceu”. Antes fosse. Basta abrir o jornal pela manhã que o que houver de amnésia desapareça. Não tem jeito, quando incia a época de “caça” das principais potências do futebol europeu, os olhinhos de muitos jogadores no Brasil começam a brilhar e a imaginação a rola solta. Aí é que os problemas acontecem.

    Quando o mercado europeu começa a sugar os atletas brasileiros, feito um imenso aspirador que vai engolindo tudo o que encontra pela frente, é um tal de jogador querendo mostrar futebol, um tal de jogador querendo se poupar de contusões, um tal de jogador forçando negociações... Tomados pela ânsia incontrolável de vestiar a camisa de clubes europeus - quaiquer que sejam eles – e de receberem seus salários em euro, muitos boleiros viram às costas à torcida que os acolheu de peito aberto.

    Fico pensando: se o Brasil é o único pentacampeão do mundo, e se é daqui o melhor jogador de todos os tempos, por que nós é que temos que nos ajustar ao calendário europeu e não o inverso? Imagine a lógica oposta: as equipes brasileiras começam e terminam seus campeonatos com o mesmo grupo e, ao final da temporada, iniciam a etapa de negociações. Do outro lado do mundo, onde ninguém reúne a mesma fartura de craques, eles se degladiam para nos enviar seus atletas e obterem belos exemplares dos nossos - mesmo com seus torneios em andamento. Afinal, suas equipes que se virem para entrosarem o elenco na metade da competição.

    Engraçado? Pois penso justamente o contrário: é triste. É doloroso constatar que, no mundo da bola, quem dá as cartadas é quem dispõe de mais recursos financeiros e não de jogadores habilidosos. Isso porque, apesar de eles não se darem conta, pois estão bastante entorpecidos com fama e riqueza, também a eles não pertence a sua habilidade. As grandes potências européias a compram, utilizam como bem entendem, sugam até a última possibilidade e nos devolvem o bagaço, quando já não precisam mais. Definitivamente, é hora de ajustar os ponteiros do futebol mundial.

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 08:27:19

31.08.06

A PRIMEIRA VEZ



A primeira vez que o Corinthians me emocionou

“E o infinito não é maior que o
meu amor. Nem mais bonito”
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

    Quando, ao certo, o Corinthians entrou na minha vida eu não sei dizer. Possivelmente muito antes de eu nascer. Mas me lembro, como se fosse hoje, da primeira em que meu ilustre coração corinthiano pulsou descompassado e eu entendi que ser corinthiano é mesmo um caminho sem volta. Graças à Deus.

    Hoje (dia 1º de setembro) é um dia especial para a nação corinthiana. Há 96 anos, um grupo de homens humildes se reuniu no bairro do Bom Retiro para dar vida a esta paixão. Impressionados com o time homônimo inglês que fazia excursão pelo país, batizaram-na com o nome que até hoje nos arrepia só de escutar: Sport Clube Corinthians Paulista. Arrepiou, não foi?

    Nada melhor do que esta data para olharmos para trás e nos lembrarmos dos bons e maus momentos. Nada melhor do que o aniversário do clube mais apaixonante do mundo para fecharmos os olhos com força e revivermos, no coração e na alma, a primeira vez que sentimos a atração irreversível que o Timão exerce sobre nós. Sendo assim, tomo a liberdade de compartilhar com vocês este momento mágico da minha vida.


“Foi em 1988. Eu tinha, então, seis anos de idade. Venho de uma família de são-paulinos: mãe, irmãos, tios e avós, além de meu pai, que é bugrino (coitado, esta foi a primeira vez que eu vi o meu time vencendo o dele). Mas, inexplicavelmente, eu já me autodeclarava corinthiana. As pessoas rebatiam: 'você não é corinthiana, nem acompanha futebol', mas eu nem ligava, sabia que era e isso me bastava. Eu sabia que amava o Corinthians, sempre soube. Só que até aquela final inesquecível, contra o Guarani, eu ainda não tinha dimensão das proporções gigantescas daquele sentimento que dura até hoje.

Ainda era criança, mas me lembro como se fosse agora. Eu morava perto do estádio, então a festa parecia que estava dentro da minha casa, de tão altos que eram os gritos. Eles até hoje ecoam no meu ouvido e, se fecho os olhos, sou capaz de ver as bandeiras alvinegras tremulando. A nação corinthiana de mãos dadas numa corrente imaginária. Olhos fixos e voltados para uma só e mesma direção: o gramado do estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. Coração batendo a mil.

Parece que está acontecendo neste momento, meu Deus! É tudo tão vivo dentro de mim que dá um nó na garganta e um friozinho me percorre a espinha. Estádio lotado. Quase cinqüenta mil corações sincronizados, batendo no mesmo compasso. Tuntum-tuntum-tuntum. Corinthians X Guarani. Final de campeonato. Noventa minutos de jogo. Zero a zero. O juíz apita. Acabou o jogo. E agora? Prorrogação. Expectativa.

Eu não entendia direito o que estava acontecendo, mas sentia que para mim era importante que o tal Corinthians vencesse aquele jogo. A imagem na televisão mostrava pessoas chorando, desesperadas. Pensei que não era justo que o Corinthians, tão importante na vida daqueles milhares de rostos sofridos, perdesse. Não, não era certo aquela multidão fiel padecendo daquela forma.

Fechei os olhos e não vi mais nada. Tive vontade de chorar também, mas não chorei. Rezei. Reuni todas as minhas forças e pedi a Deus que o tal do Coringão marcasse um gol logo e acabasse com aquela angústia. Pedi à Ele que não permitisse que o povo simples espremido no concreto da arquibancada, voltasse para a casa com o coração doendo. E nem eu que, irreversivelmente - sem me dar conta de como, por quê, ou desde quando, - já fazia parte daquela nação.

Me lembro direitinho: minha família reunida na sala, com os dedos cruzados. Corinthians no ataque. 'Cruza o dedo para a bola não entrar, Pê'. Não cruzei, eu queria que a bola entrasse. 'Ah, você é sempre do contra!'. Até que aconteceu.

Assim, da maneira mais incrível e fantástica do mundo, Deus atendeu o meu pedido. Viola, que depois veio a se tornar o meu grande ídolo de infância, afundou a bola na rede bugrina: Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool!!!!
Pronto, agora o coração explodia no peito feito fogos de artifício. Desconfio que os santos, lá no céu, também vibraram de emoção nessa hora. Foi a cena mais linda que vi na vida.

As pessoas se abraçavam e se beijavam sem sequer se conhecerem. Não precisavam se apresentar. Compartilhavam da mesma euforia desmedida, e isso era tudo. E a festa ficou ainda mais contagiante quando o juiz apitou o final do jogo e nós, corinthianos, pudemos enfim suspirar aliviados. Nessa hora, fui tomada por uma sensação metafísica impossível de ser descrita. Nunca, nem antes e nem depois, eu vivi outra emoção daquela. Está aqui até hoje, guardada, pulsando e ressurgindo cada vez mais viva dentro do peito. Como se estivesse acontecendo de novo. Agora.

Ninguém mais se preocupou com isso, mas eu lembrei. Olhei para o alto e agradeci. Percebi que a alegria entorpecente de ser Corinthians não pode ser obra só dos homens. Há algo que ultrapassa a esfera terrena nesta nossa paixão desmedida. Depois olhei para o meu pai e, em silêncio, lhe pedi desculpas. Não queria vê-lo triste mas, também, não podia conter a alegria. Àquela altura, eu já era CORINTHIANA. Tarde demais. A partir daquele momento - ou bem antes dele, não sei dizer - a minha vida passou a ser mais feliz, porque o Corinthians existe".

Peço desculpas por ter tomado tanto a tua atenção. A culpa é do meu coração, que se empolga quando fala do Timão. Agora, depois desta deliciosa recordação, não tenho mais nada a dizer, senão: PARABÉNS, CORINTHIANS! Obrigada por você existir.
Um brinde à nação coritnhiana.
Penélope Toledo
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 21:04:07