Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)

Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)
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Terra Blog

Categoria: TORCIDA

02.04.07

O NOVO CAMPEÃO

A Taça do Mundo é de todos nós


          Os mais desavisados possivelmente terão uma surpresa ao visitarem o site da Fifa e se depararem com o Palmeiras figurando entre os clubes campeões mundiais. Na certa se julgarão desatualizados por desconhecerem a ida do Verdão à Tóquio nos últimos meses e quanto a isso, não precisam se preocupar: desde 1999 o alviverde paulista não pisa em solos japonenses. A conquista do planeta a que a Federação se refere aconteceu no longínquo ano 1951, com o triunfo na Copa Rio, mas foi tardiamente reconhecida pela entidade máxima do futebol. E a elevação do Porco ao status de “melhor do mundo”, se somando ao seleto grupo que inclui São Paulo (1992, 93 e 2005), Santos (1962 e 63), Corinthians (2000), Flamengo (1981), Grêmio (1983) e Internacional-RS (2006), evidentemente provocou polêmica e reascendeu a chama da rivalidade.


    Os corinthianos e são-paulinos são os primeiros a esbravejarem e colocarem em cheque o feito palmeirense. Se esquecem que seus próprios títulos também não são imunes à contestação: o do alvinegro não foi antecedido pela conquista da Libertadores da América e os dois primeiros do Tricolor não contaram com a participação de clubes de todos os continentes. Sendo assim, faz-se necessário que amputemos nossos corações torcedores, que nos induzem invariavelmente à miopia analítica, para compreendermos que o reconhecimento da conquista foi legítimo. Documentos atestam que o torneio foi realizado sob o aval da Fifa, traduzido no acompanhamento por parte de seu secretário geral Ottorino Barassi, na indicação de árbitros e coroado com a ilustre presença do então presidente da entidade, Jules Rimet, na finalíssima.


          É claro que o coro dos antipalmeirenses não se cala diante destes argumentos, uma vez que a Copa Rio não é propriamente um exemplo de representatividade, já que foi protagonizada por apenas oito equipes e somente Europa e América do Sul enviaram participantes. Mas há que se lembrar que na primeira Copa do Mundo, em 1930, nada mais do que treze seleções desembarcaram no Uruguai, sendo que Bélgica, França, Iuguslávia e Romênia foram os únicos europeus que atravessaram o Atlântico para prestigiar o evento. Ainda assim, e Celeste é considerada o primeiro país campeão do mundo. E nem poderia ser diferente, afinal, cada época organiza suas competições segundo suas especificidades e grau de desenvolvimento. Seria demasiada levianidade exigir que a primeira edição de um campeonato equivalesse em acertos à última. Vai-se experimentando até que se encontre o modelo mais próximo do ideal, é fato.


            O grande problema do reconhecimento do Palmeiras como campeão mundial, no entanto, não está no merecimento, mas nos meios que utilizou para legitimar seu mérito. Desde que começou a pleitear o posto, em 2001, dirigentes do clube percorreram gabinentes de parlamentares e cartolas em busca de apoio e se entregaram a lobbys viciosos que, dentre outras figuras, incluíram o comunista Aldo Rebelo, o tucano José Serra e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, os três alviverdes de coração e alma. Enfim, o time do Parque Antártica acendeu uma vela para Deus e outra para o diabo para conseguir se cacifar em busca da consagração retardada. E se essa onda de vale-tudo pega, como parece que vai acontecer, abre brechas a outros times agirem com igual despudor. O Fluminense, campeão da Copa Rio de 52, é o próximo na fila pela benção da Fifa. Claro que se o tricolor do Rio atestar o seu merecimento, nada mais justo que ostente a tão sonhada estrela na camisa. Mas é preferível que para isso não se utilize de meios tão sórdidos, porque senão a coisa avacalha.


            Mas a pergunta que insistentemente martela e no peito e não quer dar sossego é: “Comemorar um título alcançado há cinqüenta e seis anos é igualmente entusiasmante?”. Na minha opinião não é. Não pelo campeonato em si. Vale pela justiça, pelo ressarcimento de uma conquista, pela redenção histórica. Vale também pela festa tardia, pelo grito sufocado, pela eurofria contida, pelo desabafo às humilhações sofridas ante os rivais durante todos esses anos. Vale, ainda, pelo prazer inenarrável de se estufar o peito e gritar até que falte oxigênio no pulmão: “Meu time é campeão do mundo!”. E vale, principalmente, por abastrecer de argumentos os torcedores (os palneirenses enaltecendo o feito, os rivais o desqualificando) e nutrir o folclore do esporte bretão. Porque o futebol vive mesmo é desses momentos cotidianos de rivalidade sadia, de provocações equilibradas e de gozações conseqüentes. É essa cagra de incerteza que torna o mundo da bola tão fascinante.

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  • Postado em 21:19:15

18.09.06

A PERGUNTA



Extrapolando a Lógica

    Quase 50mil baianos tomaram as arquibancadas da Fonte Nova, no último domingo, para prestigiar o Bahia vencendo o Ananindeua-PA por 1 a 0. O clube, embora tenha figurado entre os grandes do país e ostente um título Brasileiro (1988), disputa atualmente a série C do campeonato nacional. Ainda assim, reuniu um público bem acima da média na série A que, segundo a CBF, é de 11.395 pessoas.

    No grupo B a torcida também tem cumprido exemplarmente o papel de devoção e festa. Para se ter uma idéia, há sete dias uma legião de mais de 22mil apaixonados se espremeu atrás do alambrado, no Castelão, para assistir ao pífio empate de 1 a 1, entre Ceará e Remo. Detalhe, o jogo confrontava o último e o antepenúltimo colocados na tabela de classificação.

    Justiça seja feita, a elite do futebol nacional não fica atrás quando o assunto é arrastar multidões. Apesar das baixas médias no campeonato principal – favorecido, em muito, pela crescente violência nos estádios e o alto valor dos ingressos, - 57.554 pessoas, entre colorados e são-paulinos, marcaram presença na final brasileira da Libertadores. Mais de 40 mil rubro-negros saudaram o retorno do ídolo Sávio, no Maracanã. E cerca de 35 mil fiéis corinthianos se uniram para enterrarar seus dirigentes, patrocinadores e, por que não?, a má fase que o time atravessava.

    Os exemplos de Bahia, Ceará, Remo, Flamengo e Corinthians, dentre tantos outros, evidenciam que não são os resultados prorpiamente ditos que impulsionam o torcedor. O amor ao clube não é proporcional ao número de títulos ou a beleza de suas campanhas. Senão, como explicar que clubes em divisões inferiores encham os estádios? Como explicar que times na zona de rebaixamento – ou aspirando alcançá-la – atraiam tanta gente a seus jogos?

    Se o torcedor é movido apenas por vitórias, o que justifica a gigantesca massa flamenguista, em que nada menos do que 33 milhões de corações são regidos pelo mesmo sopro? Afinal, a agremiação carioca não é o que se pode chamar de colecionadora de títulos; com todo o respeito. Mesmo o alvinegro paulista, que orquestra a pulsação de 24 milhões de vidas humanas, possui um único - e equivocadamente contestado – título internacional de expressão. Sem falar que, curiosamente, o crescimento de sua torcida coincide com os 23 anos em que o time esteve na fila. Qual seria a razão desta nação aglutinar tantos corpo e almas?

    Seria a identificação com o sofrimento? Não, não pode ser simples assim. Senão, por outro lado, porque o São Paulo, que merecidamente conquistou três vezes o Mundial Interclubes, no Japão, (isso sem falar nos campeonatos nacionais e estaduais), é o terceiro mais querido do país? Por que o Inter-RS, que dentre outras glórias é o atual campeão da Libertadores, esbanja 40 mil sócio-torcedores? O que, afinal, o torcedor venera?!? Os jogadores? O hino? A camisa? O distintivo? O nome do clube? Ou tudo isso junto?

    São tantas perguntas... Que dificilmente encontrarão uma resposta lógica, plausível, coerente ou razoável, como se busca. Torcer é um ato de paixão e, como tal, se caracteriza pela ausência de nexo.

    Não importa mesmo porque tanta gente foi assitir à Bahia X Ananindeua, o importante é que foram. Não faz diferença entender por que dois times que estão na zona da degola lotam as arquibancadas, desde que lotem. O importante não é compreender o motivo do sentimento, é sentí-lo. E quem definiu isso com prorpiedade foi Clarice Lispector, ao nos lembrar que "viver ultrapassa o entendimento".
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  • Postado em 14:46:14

06.08.06

O APOIO



O 12° jogador

    Em fila indiana, os jogadores entram em campo. Um-a-um. Quando se voltam para as arquibancadas, porém, a surpresa: está completamente vazia. Cadê os torcedores? Não vieram. Assustados, os atletas se entreolham. E agora, para quem eles vão jogar? Quem vai fazer a festa do outro lado do alambrado? Quem vai vibrar quando a equipe marcar o gol? Quem vai “empurrar” o time, quando o adversário estiver mais forte? Quem é que vai, afinal, fornecer energias para os craques dentro de campo?! Cabisbaixos, os jogadores abandonam o gramado: não haverá mais jogo. Sem o torcedor, o espetáculo não existe.

 

      A torcida é tão importante em um partida de futebol, que convencionou-se chamá-la de 12º jogador. Sua presença é tão forte, que passa a impressão de estar dentro de campo, e os boleiros garantem que ela é capaz de reverter o placar de um jogo. Dois jogos – coincidentemente ou não, das duas maiores torcidas do Brasil – ilustraram, neste final de semana, o quão decisiva pode ser a massa, quando toma as arquibancadas decidida a ajudar o time. 

 

        No Maracanã, mais de 40 mil flamenguistas compareceram para dar as “boas-vindas” ao eterno ídolo Sávio que, depois de quase dez anos, retorna ao time da Gávea disposto reviver os momentos de alegria. Após um jogo disputado, aos 44 minutos do segundo tempo, Obina marcou e corou a festa da torcida, ajudando o time a suspirar aliviado. A massa rubro-negra foi embora feliz, e com a certeza de ter batidoum bolão. 

 

         Do outro lado da Dutra, a nação corinthiana também marcou um golaço e foi, sem dúvida alguma, a melhor jogadora em campo na vitória alvinegra contra o Atlético-PR, quebrando o jejum de oito jogos sem conquistar os três pontos. Além de “enterrar” os responsáveis pela má campanha do clube, os 35 mil fiéis que ocuparam o estádio mais corinthiano do país não se calaram um segundo sequer, cantando e gritando palavras de incentivo ao time – nem mesmo a falha grotesca de Sebá, no lance do gol atleticano, desviou a massa do seu propósito de empurrar o time. 

 

       Aliás, eu havia dito aqui no Futeblog que sou contra a proibição das organizadas, porque esta é uma forma artificial e ineficaz de se combater a violência nos estádios - já que ela está na sociedade e apenas se reflete no futebol, assim como em qualquer outro contexto social. Agora, eu vou mais longe: defendo as uniformizadas porque elas são fundamentais no esporte bretão, seja para organizar os gritos de guerra e coreografias, seja por ser o – único! – mecanismo de reivindicação do torcedor que, por pagar o ingresso e apoiar sempre o time, tem pleno direito de cobrar-lhe melhores atuações.

            

OBS: as torcidas de São Paulo e Internacional-RS também têm cumprido exemplarmente o seu papel de 12° jogador, sobretudo nas partidas pela Libertadores, assim como os palmeirenses foram decisivos na heróica recuperação pós-Copa.

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  • Postado em 18:42:15

03.08.06

A ORGANIZADA



Sobre as Torcidas Organizadas...


    O episódio de vandalismo protagonizado por torcedores gremistas que, no clássico contra o Internacional, depredaram o Beira Rio; somado às cenas lastimáveis em que corinthianos desferiram chutes no carro de Tevez, após a partida contra o Fortaleza, traz à tona um debate que nunca saiu da ordem do dia: a violência nos estádios de futebol.
 
      As vozes da imprensa são quase unânimes ao apontar as torcidas organizadas como as grandes culpadas. De fato, as imagens mostram claramente que os autores deste tipo de atrocidade geralmente vestem o uniforme de algum grupo de torcedores. Ainda sim, sigo na contramão dos fatos e sou contra a proibição das uniformizadas.

    Que fique bem claro que não se trata de apologia à violência. Ao contrário, abomino completamente qualquer forma de manifestação bárbara e lamento que atitudes assim manchem o espetáculo futebolístico. Para mim, os brigões deveriam ser severamente punidos, desde a aplicação de multas elevadíssimas, até a permanente obstrução de suas entradas nos jogos.
 
         Além disso, os estádios precisam dispor de um sistema de segurança capaz de identificá-los – nem que os torcedores tenham que chegar algumas horas antes do jogo, para passar por rigorosa revista - e as próprias organizadas, como entidades sociais, precisam ter controle sobre seus associados e mecanismos que excluam aqueles que se excedem. Muitos dirão: “Todos os integrantes das organizadas são briguentos”, e eu retruco: cuidado com a generalização.

    A uniformizada, por si só, não é boa e nem má: os torcedores é que são bons ou maus – se assim posso dizer. O problema de se estigmatizar essas torcidas é que, desta forma, se as condena a realmente serem violentas, já que com este esteriótipo os torcedores pacíficos tendem a se afastar, na medida em que as pessoas encrenqueiras se aproximam. Nada mais óbvio, afinal, quem gosta de confusão procura estar em ambientes em que pressupõe que vai encontrá-la e, como consensualizou-se que as agremiações de torcedores são este lugar, é para lá que os arruaceiros vão. Quando se sentencia que as Torcidas são violentas, desconsidera-se a parcela majoritária que quer apenas assistir aos jogos e organizar a festa.
   
      Ainda que se discorde delas, porém, me parece demasiado simplista acreditar que proibir essas entidades vai resolver alguma coisa. Em São Paulo tentou-se censurar; e não adiantou. Quem quer realmente brigar, não vai deixar de fazê-lo apenas porque não está uniformizado. É uma solução artificial, que encobre a verdadeira constatação: a violência não está nas torcidas, está na sociedade.
   
      Vivemos em uma realidade em que, diariamente, assaltos, estupros e assassinatos ensagüentam as páginas dos jornais. A brutalidade humana se manifesta das mais variadas formas e nos mais diversificados contextos - existe nas ruas, nos bares, no trânsito, nas escolas, no campo, na política... existe até mesmo dentro das casas, entre parentes.
 
    Portanto, enquanto a sociedade não superar as suas mazelas e a violência não deixar de ser apenas estatísticas, enquanto as autoridades do esporte não entenderem que é preciso que se tome soluções reais para sanar o problema e não as mais convenientes, e enquanto essa meia dúzia de brigões não entender que é justamente a diferença que torna o futebol tão apaixonante - e não for punida quando desrespeitar isso - o prazer indescritível de se sentir a energia que emana das arquibancadas continuará sendo privilégio de alguns.
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  • Postado em 21:38:12

31.07.06

O AMOR



Carta ao meu coração corinthiano

Niterói, 31 de julho de 2006

Querido parceiro,

    tomei a iniciativa de te escrever, porque tenho percebido a sua tristeza ultimamente e, como já passamos por tanta coisa juntos, achei que deveria te dizer algumas palavras de consolo. Eu, mais do que ninguém, conheço a dimensão do teu amor pelo Corinthians. Me lembro até hoje do dia em que, bem antes de sairmos da barriga da minha mãe, coração, você me confidenciou esta sua paixão desmedida. Confesso que sempre admirei a grandeza do teu sentimento que, de de tão intenso, acabou contagiando todos os nossos companheiros: os músculos, os nervos, as entranhas, os poros, as células e até mesmo a alma. Todos eles, agora, também se traduzem em Corinthians.

   Mas muito me preocupa esta angústia inquietante que tem consumido. Muito me aflige esse descompasso dolorido com que tenho te visto pulsando nos últimos dias. Logo você, meu coraçãozinho, que sempre foi o mais alegre, radiante e tão orgulho desse teu Coringão – como você, carinhosamente, se refere a Ele – que, às vezes, queria até saltar do peito para participar da festa (aliás, me dava um trabalhão te convencer de que era melhor não sair pela boca...). Nunca vi um coração tão devoto quanto você, corinthiano, que se derrete só de ouvir falar o nome do tal do Corinthians.
   
       Eu sei que o teu Coringão não tem sido muito legal com você de uns tempos para cá, e que você está todo machucado, de tanta apunhalada que levou. Mas sei também que o teu amor por ele é infinitamente maior do que tudo isso. Sabe, reconheço que não entendo muito desses teus assuntos, não – bem que já tentei decifrar os teus enigmas, só que você é tão complexo, coração... - mas ouvi dizer que todo relacionamento amoroso é assim mesmo: feito de altos e baixos. De bons e maus momentos. Não é fácil ser maltratado e ficar quieto, é verdade, mas o amor supera essas coisas. Sempre.
   
       Além disso, meu coraçãozinho lindo, desculpe eu estar me intrometendo assim mas, se o teu amado está passando por um período tão difícil na vida dele, é justamente agora que você tem que estar firme e forte ao seu lado, mostrando-o o quanto Ele é querido. Agora, mais do que nunca, Ele precisa do teu carinho e dessa energia positiva toda que só mesmo as criaturas escandalosamente apaixonadas são capazes de transmitir. Não adianta ficar aí, dilacerado, sem poder ajudá-lo. Chegou o momento de você, coração corinthiano, se agigantar e mostrar ao mundo inteiro que não existe – em lugar algum do universo - um coração mais fiel. Esta é a tua diferença, e é por isso que os outros te invejam. Agüenta firme aí, amigão, que vocês vão sair dessa juntos. Eu tenho certeza.
   
    Ah, já ia me esquecendo. Trago recados dos nossos amigos: as mãos pediram para avisar que continuarão empunhando a bandeira alvinegra; os pés querem que você saiba que continuarão seguindo o Corinthians, onde ele estiver; a boca jurou que vai continuar cantando o hino e gritando as palavras de incentivo que você lhe envia; e os pulmões descartaram a possibilidade de te faltar oxigênio para a hora da virada. Eles te pediram para ser forte agora, e mais forte ainda quando o Momento chegar e você for invadido pela emoção. Está todo mundo aqui torcendo pelo Coringão. O amor é mesmo um caminho sem voltas e todos nós carregaremos essa marca até o nosso último segundo de vida. Esses contratempos fortalece o que a gente sente, acredite.
    Juízo.
    Atenciosamente.
    Penélope Toledo.

OBS: descobri que, como você, há outros 24 milhões de corações corinthianos espalhados por aí. Acho que vou aconselhar os donos deles a também escreverem palavras de incentivo. O que você acha?

                               
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 14:58:57