Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)

Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)
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Terra Blog

Categoria: FLAMENGO

01.05.07

O CARIOCA


Rio X Sampa

        Na condição de paulista que mora no Rio de Janeiro, me sino à vontade para comparar os dois campeonatos que, cada qual a seu modo, muito me fascinam. E a exemplo do que acontece com os próprios Estados, o que me toca em cada um deles é justamente a diferença entre um e outro. No Rio de Janeiro gosto de contemplar as maravilhas naturais. Em São Paulo, de desfrutar dos encantos artificiais. No futebol carioca eu aprecio os grandes, que quando se enfrentam materializam o conceito de Clássico. No paulista, os pequenos, que constantemente surpreendem e dão forma à idéia de zebra.

        Clássico e Zebra são dois ingredientes indispensáveis no esporte bretão. Sem eles a receita inevitavelmente desanda, e o futebol fica insoso. Óbvio demais. Evidente demais. Previsível demais.

        Sim, é claro que a história do Carioca está repleta de Zebras, assim como a trajetória do Paulista inclui inúmeros Clássicos. Coisas da vida. Mas nos últimos tempos os grandes do Rio se equivalem, enquanto em São Paulo o time homônimo e o Santos levam vantagem (prova disso são os tabus). No Rio os pequenos pouco aparecem e quase não revelam talentos, mas em Sampa vez ou outra desbancam os favoritos (evidência disso são as conquistas na Copa do Brasil e o Brasileiro do Guarani em 1978).

         O primeiro jogo das finais de cada Estado ilustra bem isso: um embate de arrepiar de um lado, e uma saborosa surpresa de outro (os santistas naturalmente devem discordar...). E não importa o que aconteça no próximo domingo, isto é, se o Clássico ou a Zebra estarão em campo novamente, eles já assinaram seus nomes nas competições e nos ensinaram mais uma vez que o futebol transcende a lógica. Mas, se quiserem dar as caras outra vez, serão muito bem-vindos.



Clássico é Clássico. E vice-versa


           Imagine um jogo onde tudo pode acontecer. Onde a única certeza é a do espetáculo e ele sim, confirmou seu favoritismo. Imagine um duelo recheado de gols, bolas na trave, reações no minuto final de jogo, viradas sobre viradas, surpresas, tabus, revanches, recordes a serem alcançados e muita emoção. Lágrimas que se transformam em risos e certezas que se traduzem dúvidas. Imagine um confronto com belas jogadas, toques de classe, dribles desconcertantes, gols de encher os olhos. Em que bola á tratada com intimidade por quem fala o mesmo idioma. Imagine um embate onde uma multidão apaixonada se espreme atrás do alambrado com corações pulsando a mil. Torcendo com a alma. Sim, você está diante de um Clássico.

         Os confrontos entre os grandes do Rio nesta temporada foram qualquer coisa de muito lindo, de muito mágico. Verdadeiras dádivas. Somaram, ao todo, oito encontros. E a elástica marca de 33 gols, fora as disputas de pênalti. Mais de quatro gols por partida. Jogos para entrar na História, sem dúvida. Botafogo e Flamengo abriram a série de Clássicos com chave de ouro: 3 a 3. Deram logo seu recado: clássico é clássico. Com direito a virada e gol de placa. Fluminense e Vasco acharam pouco três gols para cada. Queriam mais: 4 a 4.

          Aí vieram as semifinais da Taça Guanabara e a promessa de um jogo dramático. A expectativa se confirmou e o empate em um gol levou a decisão para os pênaltis: Fla 3 a 1 Vasco. E dá-lhe tabu. Já pela Taça Rio, o Fluminense desperdiçou um pênalti e perdeu o jogo para o Botafogo por 1 a 0. Prova de quem nesse tipo de jogo o erro custa caro. Depois foi a vez do Gigante da Colina lavar a alma: 3 a 0 contra o algoz Rubro-Negro. Eis a redenção vascaína. O Tricolor também carimbou a faixa de campeão da Taça Guanabara conquistada pelo Flamengo: 2 a 1. Mas não foi de qualquer jeito não, foi de virada e com um gol aos 48 do segundo tempo.

         E a festa prosseguiu. Botafogo 2, Vasco 0, e Romário sem o milésimo gol. Isso é para aprender que em Clássico não existem coadjuvantes, só protagonistas. Já deveriam saber disso. Semifinais e novamente o Glorioso e Gigante se viram frente a frente. A chance da vingança. Não aconteceu (nem o troco e nem o tal gol mil; por centímetros). No jogo 4 a 4 e dez de cada lado, nos pênaltis 4 a 1 Fogão. Nascia aí o campeão.

    Enfim, é como dizem por aí: “Clássico é Clássico, e vice-versa”. A origem da frase é controversa, sua profecia é atribuída aos mais variados personagens mas, afinal, quem se importa com a imprecisão de algumas palavras diante da insensatez de um Clássico? Não importa quem criou a frase – e tampouco os Clássicos. O que vale são os gols, a emoção, o riso e choro que se alimentam desse imprevisto que só mesmo o futebol é capaz de proporcionar em doses tão embriagantes. Se eu fosse presidente, decretaria dia de Clássico como feriado nacional. E não quanto a isso eu não negocio.

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  • Postado em 16:27:09

28.02.07

A IRONIA

Travessuras


          As cortinas do espetáculo futebolístico se abrem. A luz se faz. No centro do palco verde, o artilheiro e a bola. Outros jogadores estão a sua volta, mas não passam de meros coajuvantes. Todos os olhares estão voltados para os pés d’Ele. Que está pronto para brilhar e representar o seu melhor papel: o de goleador. Na platéia, a torcida ovaciona.

           Mas eis que um passo em falso, uma pisada mal calculada, um tropeço e... a tragédia se instaura. O ídolo se contundiu. Vai ficar fora por seis meses. No clímax de sua atuação, ele é obrigado a sair de cena. Agora serão seis meses à sombra dos holofotes. Seis meses sem aplausos, sem show, sem glórias, sem gols.

        Quando assisti ao lance que resultou na lesão de Obina, o xodó da nação rubro-negra, fiquei pasma. Muito menos pela forma boba com que aconteceu do que pelo azar em ser justo agora. Bem no auge de sua identificação com a torcida e afinidade com a bola.

         Fiquei pensando o quão é injusto é o futebol, que permite que um atleta se machuque no melhor momento de sua carreira, enquanto tantos outros pernas-de-pau esbanjam saúde e boa forma física irritando os torcedores.
  
          E essa busca por respostas me cresceu assustadoramente depois que Nilmar, regente da Fiel torcida corinthiana, se machucou outra vez. A promessa de alegria com o retorno do ídolo, que amargou longos meses fora dos gramados e distante da nação alvinegra, transbordou nas lágrimas de desconsolo do atleta ao ser retirado de campo. Não tem jeito, as duas maiores torcidas do país estão órfãs.

         Por isso é que eu acuso: o futebol é mesmo irônico. Parece que acontece de propósito, uma maldição que assola os boleiros que estão em evidência ou em sintonia com as arquibancadas. Exemplos não faltam na História do esporte bretão. Ídolos que, por capricho do destino, tiveram que interromper seu estrelato e adiar a sua coroação.

         Nem o Rei escapou. Na Copa de 62, na segunda partida (contra a Tchecoslováquia), Pelé sofreu uma distensão e disse adeus ao mundial. Bem, se o drama atingiu até majestade do mundo da bola, não seria diferente com os súditos.

          Alguns se recuperam a tempo de acertar suas contas com o esporte. É o caso do próprio eterno camisa 10 da seleção brasileira, que reinou soberano quatro anos depois, no México. Ou do “fenômeno” Ronaldo, que ressurgiu das cinzas em 2002 e nos trouxe o quinto caneco. E mesmo de Eto’o (aquele, que os flamenguistas juram que Obina seja melhor...).

         Mas não consigo parar de me questionar de onde vem essas contusões. Por que fatalmente acontecem? Quem se diverte com elas?

         A figura que tenho na minha cabeça é a um gigantezinho mimado e travesso, cujo brinquedo favorito é um tapete verde, onde estão dispostos onze homenzinhos e uma bola, como se fosse um enormíssimo campo de botão. E ele fica brincando com as pecinhas, tirando-as e recolocando-as no lugar, segundo as suas vaidades.

        Agora, se não for isso, então eu não sei mais o que pode ser...

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 16:42:40

18.09.06

A PERGUNTA



Extrapolando a Lógica

    Quase 50mil baianos tomaram as arquibancadas da Fonte Nova, no último domingo, para prestigiar o Bahia vencendo o Ananindeua-PA por 1 a 0. O clube, embora tenha figurado entre os grandes do país e ostente um título Brasileiro (1988), disputa atualmente a série C do campeonato nacional. Ainda assim, reuniu um público bem acima da média na série A que, segundo a CBF, é de 11.395 pessoas.

    No grupo B a torcida também tem cumprido exemplarmente o papel de devoção e festa. Para se ter uma idéia, há sete dias uma legião de mais de 22mil apaixonados se espremeu atrás do alambrado, no Castelão, para assistir ao pífio empate de 1 a 1, entre Ceará e Remo. Detalhe, o jogo confrontava o último e o antepenúltimo colocados na tabela de classificação.

    Justiça seja feita, a elite do futebol nacional não fica atrás quando o assunto é arrastar multidões. Apesar das baixas médias no campeonato principal – favorecido, em muito, pela crescente violência nos estádios e o alto valor dos ingressos, - 57.554 pessoas, entre colorados e são-paulinos, marcaram presença na final brasileira da Libertadores. Mais de 40 mil rubro-negros saudaram o retorno do ídolo Sávio, no Maracanã. E cerca de 35 mil fiéis corinthianos se uniram para enterrarar seus dirigentes, patrocinadores e, por que não?, a má fase que o time atravessava.

    Os exemplos de Bahia, Ceará, Remo, Flamengo e Corinthians, dentre tantos outros, evidenciam que não são os resultados prorpiamente ditos que impulsionam o torcedor. O amor ao clube não é proporcional ao número de títulos ou a beleza de suas campanhas. Senão, como explicar que clubes em divisões inferiores encham os estádios? Como explicar que times na zona de rebaixamento – ou aspirando alcançá-la – atraiam tanta gente a seus jogos?

    Se o torcedor é movido apenas por vitórias, o que justifica a gigantesca massa flamenguista, em que nada menos do que 33 milhões de corações são regidos pelo mesmo sopro? Afinal, a agremiação carioca não é o que se pode chamar de colecionadora de títulos; com todo o respeito. Mesmo o alvinegro paulista, que orquestra a pulsação de 24 milhões de vidas humanas, possui um único - e equivocadamente contestado – título internacional de expressão. Sem falar que, curiosamente, o crescimento de sua torcida coincide com os 23 anos em que o time esteve na fila. Qual seria a razão desta nação aglutinar tantos corpo e almas?

    Seria a identificação com o sofrimento? Não, não pode ser simples assim. Senão, por outro lado, porque o São Paulo, que merecidamente conquistou três vezes o Mundial Interclubes, no Japão, (isso sem falar nos campeonatos nacionais e estaduais), é o terceiro mais querido do país? Por que o Inter-RS, que dentre outras glórias é o atual campeão da Libertadores, esbanja 40 mil sócio-torcedores? O que, afinal, o torcedor venera?!? Os jogadores? O hino? A camisa? O distintivo? O nome do clube? Ou tudo isso junto?

    São tantas perguntas... Que dificilmente encontrarão uma resposta lógica, plausível, coerente ou razoável, como se busca. Torcer é um ato de paixão e, como tal, se caracteriza pela ausência de nexo.

    Não importa mesmo porque tanta gente foi assitir à Bahia X Ananindeua, o importante é que foram. Não faz diferença entender por que dois times que estão na zona da degola lotam as arquibancadas, desde que lotem. O importante não é compreender o motivo do sentimento, é sentí-lo. E quem definiu isso com prorpiedade foi Clarice Lispector, ao nos lembrar que "viver ultrapassa o entendimento".
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 14:46:14

06.08.06

O APOIO



O 12° jogador

    Em fila indiana, os jogadores entram em campo. Um-a-um. Quando se voltam para as arquibancadas, porém, a surpresa: está completamente vazia. Cadê os torcedores? Não vieram. Assustados, os atletas se entreolham. E agora, para quem eles vão jogar? Quem vai fazer a festa do outro lado do alambrado? Quem vai vibrar quando a equipe marcar o gol? Quem vai “empurrar” o time, quando o adversário estiver mais forte? Quem é que vai, afinal, fornecer energias para os craques dentro de campo?! Cabisbaixos, os jogadores abandonam o gramado: não haverá mais jogo. Sem o torcedor, o espetáculo não existe.

 

      A torcida é tão importante em um partida de futebol, que convencionou-se chamá-la de 12º jogador. Sua presença é tão forte, que passa a impressão de estar dentro de campo, e os boleiros garantem que ela é capaz de reverter o placar de um jogo. Dois jogos – coincidentemente ou não, das duas maiores torcidas do Brasil – ilustraram, neste final de semana, o quão decisiva pode ser a massa, quando toma as arquibancadas decidida a ajudar o time. 

 

        No Maracanã, mais de 40 mil flamenguistas compareceram para dar as “boas-vindas” ao eterno ídolo Sávio que, depois de quase dez anos, retorna ao time da Gávea disposto reviver os momentos de alegria. Após um jogo disputado, aos 44 minutos do segundo tempo, Obina marcou e corou a festa da torcida, ajudando o time a suspirar aliviado. A massa rubro-negra foi embora feliz, e com a certeza de ter batidoum bolão. 

 

         Do outro lado da Dutra, a nação corinthiana também marcou um golaço e foi, sem dúvida alguma, a melhor jogadora em campo na vitória alvinegra contra o Atlético-PR, quebrando o jejum de oito jogos sem conquistar os três pontos. Além de “enterrar” os responsáveis pela má campanha do clube, os 35 mil fiéis que ocuparam o estádio mais corinthiano do país não se calaram um segundo sequer, cantando e gritando palavras de incentivo ao time – nem mesmo a falha grotesca de Sebá, no lance do gol atleticano, desviou a massa do seu propósito de empurrar o time. 

 

       Aliás, eu havia dito aqui no Futeblog que sou contra a proibição das organizadas, porque esta é uma forma artificial e ineficaz de se combater a violência nos estádios - já que ela está na sociedade e apenas se reflete no futebol, assim como em qualquer outro contexto social. Agora, eu vou mais longe: defendo as uniformizadas porque elas são fundamentais no esporte bretão, seja para organizar os gritos de guerra e coreografias, seja por ser o – único! – mecanismo de reivindicação do torcedor que, por pagar o ingresso e apoiar sempre o time, tem pleno direito de cobrar-lhe melhores atuações.

            

OBS: as torcidas de São Paulo e Internacional-RS também têm cumprido exemplarmente o seu papel de 12° jogador, sobretudo nas partidas pela Libertadores, assim como os palmeirenses foram decisivos na heróica recuperação pós-Copa.

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 18:42:15

27.07.06

O CAMPEÃO



33 milhões de corações pulsando de felicidade

    A “Cidade Maravilhosa” amanheceu mais feliz hoje. Não, na verdade não foi só o Rio de Janeiro: o país acordou mais alegre. Nada menos do que 18% dos 182 milhões de brasileiros (segundo dados do IBGE), estampavam o mesmo sorriso abobalhado, o mesmo olhar radiante e a mesma vontade de, como eles mesmo definem, “cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro”.
 
         Nesta manhã, 33 milhões de seres humanos exibiam – vaidosos e orgulhosos de si – as inconfundíveis olheiras de quem passou a noite inteira embriagado de emoção. E tanta euforia tem um nome: Clube de Regatas do Flamengo. Ou, para os mais íntimos, simplesmente Mengão.

    O time mais popular do futebol nacional foi a melhor das 64 equipes que disputaram a Copa do Brasil neste ano. Após amargar três vice-campeonatos na competição - 1997, 2003 e 2004 – e sem vencer um torneio nacional há cinco anos – seu último título foi a pouco expressiva Copa dos Campeões Brasileiros, em 2001 – o Flamengo finalmente reencontrou o caminho das conquistas, voltando a preencher com festa a vida da maioria absoluta dos cariocas. E não poderia ter sido mais saboroso: duas incontestáveis vitórias sobre o grande rival Vasco da Gama.
 
     Não foi um grande jogo, é verdade, e o Flamengo também não chegou a fazer uma exibição de gala, daquelas que enchem os olhos do torcedor, mas... que importa? Quem é que vai ser leviano em questionar a ausência de uma partida bonita quando, na arquibancada, a maior torcida do Brasil transpirava euforia e protagonizava um espetáculo estonteante de fogos, bandeiras e coreografias? Qual o flamenguista que, no momento em que comemorava o título, lembrou que a atuação dos atletas não foi lá essas coisas? Não, eu quero ver quem é que vai levantar a voz para diminuir a grandeza da conquista quando, no próximo ano, a imensa “massa” rubro-negra invadir a Libertadores e tomar conta do continente sul americano.

    É claro que algumas coisas na Gávea vão ter que melhorar, se o clube realmente pretende disputar para valer a Libertadores. Por enquanto, o momento é de festa, e os torcedores só querem saber de brindar o Campeonato. E é justo que o façam mesmo, até extravasarem as últimas energias. Passados porém a magia, o entuasiamo e, em alguns casos, a ressaca, o pentacampeão brasileiro deve começar a traçar metas para fazer bonito no torneio Sul Americano, em 2007.
 
         Precisa pensar em reforços e montar um elenco competitivo, que faça jus à expectativa de sua imensa torcida. Precisa entender que sem um planejamento sério e bem elaborado, não chegará a lugar algum. Porque 33 milhões de pessoas chorando juntas é muita gente e poderia, de repente, causar uma enchente. É melhor não correr o risco.

OBS: Registro aqui os meus sinceros parabéns à gigantesca e arrepiante Nação Rubro-Negra!
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 18:07:53