Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)

Futeblog-Penélope Toledo

Um blog com informações, discussão e desabafos sobre futebol, que tenta pensar o esporte e não apenas descrevê-lo. Tudo isso, claro, com a linguägem apaixonada do torcedor. "O pior cego é o que só vê a bola" (Nélson Rodrigues)
<  Abril 2008  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30        
Receba os posts
Terra Blog

Categoria: VASCO

01.05.07

O CARIOCA


Rio X Sampa

        Na condição de paulista que mora no Rio de Janeiro, me sino à vontade para comparar os dois campeonatos que, cada qual a seu modo, muito me fascinam. E a exemplo do que acontece com os próprios Estados, o que me toca em cada um deles é justamente a diferença entre um e outro. No Rio de Janeiro gosto de contemplar as maravilhas naturais. Em São Paulo, de desfrutar dos encantos artificiais. No futebol carioca eu aprecio os grandes, que quando se enfrentam materializam o conceito de Clássico. No paulista, os pequenos, que constantemente surpreendem e dão forma à idéia de zebra.

        Clássico e Zebra são dois ingredientes indispensáveis no esporte bretão. Sem eles a receita inevitavelmente desanda, e o futebol fica insoso. Óbvio demais. Evidente demais. Previsível demais.

        Sim, é claro que a história do Carioca está repleta de Zebras, assim como a trajetória do Paulista inclui inúmeros Clássicos. Coisas da vida. Mas nos últimos tempos os grandes do Rio se equivalem, enquanto em São Paulo o time homônimo e o Santos levam vantagem (prova disso são os tabus). No Rio os pequenos pouco aparecem e quase não revelam talentos, mas em Sampa vez ou outra desbancam os favoritos (evidência disso são as conquistas na Copa do Brasil e o Brasileiro do Guarani em 1978).

         O primeiro jogo das finais de cada Estado ilustra bem isso: um embate de arrepiar de um lado, e uma saborosa surpresa de outro (os santistas naturalmente devem discordar...). E não importa o que aconteça no próximo domingo, isto é, se o Clássico ou a Zebra estarão em campo novamente, eles já assinaram seus nomes nas competições e nos ensinaram mais uma vez que o futebol transcende a lógica. Mas, se quiserem dar as caras outra vez, serão muito bem-vindos.



Clássico é Clássico. E vice-versa


           Imagine um jogo onde tudo pode acontecer. Onde a única certeza é a do espetáculo e ele sim, confirmou seu favoritismo. Imagine um duelo recheado de gols, bolas na trave, reações no minuto final de jogo, viradas sobre viradas, surpresas, tabus, revanches, recordes a serem alcançados e muita emoção. Lágrimas que se transformam em risos e certezas que se traduzem dúvidas. Imagine um confronto com belas jogadas, toques de classe, dribles desconcertantes, gols de encher os olhos. Em que bola á tratada com intimidade por quem fala o mesmo idioma. Imagine um embate onde uma multidão apaixonada se espreme atrás do alambrado com corações pulsando a mil. Torcendo com a alma. Sim, você está diante de um Clássico.

         Os confrontos entre os grandes do Rio nesta temporada foram qualquer coisa de muito lindo, de muito mágico. Verdadeiras dádivas. Somaram, ao todo, oito encontros. E a elástica marca de 33 gols, fora as disputas de pênalti. Mais de quatro gols por partida. Jogos para entrar na História, sem dúvida. Botafogo e Flamengo abriram a série de Clássicos com chave de ouro: 3 a 3. Deram logo seu recado: clássico é clássico. Com direito a virada e gol de placa. Fluminense e Vasco acharam pouco três gols para cada. Queriam mais: 4 a 4.

          Aí vieram as semifinais da Taça Guanabara e a promessa de um jogo dramático. A expectativa se confirmou e o empate em um gol levou a decisão para os pênaltis: Fla 3 a 1 Vasco. E dá-lhe tabu. Já pela Taça Rio, o Fluminense desperdiçou um pênalti e perdeu o jogo para o Botafogo por 1 a 0. Prova de quem nesse tipo de jogo o erro custa caro. Depois foi a vez do Gigante da Colina lavar a alma: 3 a 0 contra o algoz Rubro-Negro. Eis a redenção vascaína. O Tricolor também carimbou a faixa de campeão da Taça Guanabara conquistada pelo Flamengo: 2 a 1. Mas não foi de qualquer jeito não, foi de virada e com um gol aos 48 do segundo tempo.

         E a festa prosseguiu. Botafogo 2, Vasco 0, e Romário sem o milésimo gol. Isso é para aprender que em Clássico não existem coadjuvantes, só protagonistas. Já deveriam saber disso. Semifinais e novamente o Glorioso e Gigante se viram frente a frente. A chance da vingança. Não aconteceu (nem o troco e nem o tal gol mil; por centímetros). No jogo 4 a 4 e dez de cada lado, nos pênaltis 4 a 1 Fogão. Nascia aí o campeão.

    Enfim, é como dizem por aí: “Clássico é Clássico, e vice-versa”. A origem da frase é controversa, sua profecia é atribuída aos mais variados personagens mas, afinal, quem se importa com a imprecisão de algumas palavras diante da insensatez de um Clássico? Não importa quem criou a frase – e tampouco os Clássicos. O que vale são os gols, a emoção, o riso e choro que se alimentam desse imprevisto que só mesmo o futebol é capaz de proporcionar em doses tão embriagantes. Se eu fosse presidente, decretaria dia de Clássico como feriado nacional. E não quanto a isso eu não negocio.

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 16:27:09

26.01.07

O PATRIMÔNIO

categorias: CARIOCA, VASCO, ÍDOLO
Deixa o homem marcar gols!


             A Fifa decretou: Romário não pode disputar o Estadual do Rio de 2007, porque o regulamento proíbe que um mesmo atleta defenda mais de dois clubes no prazo de um ano. Como o atacante atuou pelo Miami FC e pelo Adelaide, da Austrália, não pode vestir oficialmente a camisa do Vasco, seu atual clube, fato que o distancia enormemente do sonho de alcançar o milésimo gol da carreira.

           A decisão aparentemente tem respaldo legal, pois se fundamenta em regras claras e aplicáveis a qualquer jogador. Mas há uma falha conceitual, que passou despercebida à vista míope da entidade máxima do futebol, mas nunca deixou de ser captada pelos olhos pulsantes do torcedor: não estamos falando de “qualquer jogador” e sim de Romário. Que, na pior das hipóteses, é gênio e não apenas esportista.

           “Jogador de futebol” é um termo muito genérico, incabível à biografia do Baixinho. Equipará-lo aos mortais que povoam o esporte bretão mundo afora seria demasiada ingratidão com os pés abençoados que, dentre outras artimanhas, salvaram a seleção canarinha do fiasco de ficar fora de uma Copa do Mundo - e, de quebra, ainda conquistaram o tetracampeonato para o Brasil. Seria, definitivamente, uma grosseria irremediável com aquele que conhece tão bem o caminho do gol que sagrou-se artilheiro do Cariocão por cinco anos consecutivos e, não bastasse, foi o maior goleador do Brasil aos 39 anos.

     Romário e a bola mantêm uma relação profunda de cumplicidade, como se já se conhecessem de vidas passadas. Como se um dia tivessem formado um único ser – uma criatura meio andrógina, sendo a bola uma extensão dos pés do Baixinho - e estivessem condenados a perseguir eternamente a metade separada pela fúria dos deuses (que provavelmente detestavam futebol). Assim, o atacante e a redondinha se procuram incansavelmente, pois só assim se completam para fazerem a alegria das arquibancadas.

         Por tudo isso é que eu discordo da Fifa. Ele quer fazer gols? Pois então que os faça, e em grande quantidade! O torcedor quer isso mesmo: ver as redes balançando. Não pode haver mal em um jogador que anseia chegar ao milésimo tento (ainda que os números sejam contestáveis). Antes todo atacante estabelecesse para si semelhante meta. Aí pouparia os dirigentes de buscarem soluções para a miserabilidade de gols nas competições.

        Claro que em um time o jogador tem que priorizar a colaboração com o grupo, em detrimento de alcançar recordes pessoais. Mas já destacamos aqui que Romário não é boleiro e sim patrimônio esportivo do país. E, ademais, prejudicial mesmo ao futebol é o atacante que não marca, que não afunda as redes. Romário tá com fome de bola? Então, d
eixa o homem marcar gols!

  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 08:48:38

13.09.06

A REBELDIA

 Juízo demais

 
"Portanto,não percam a coragem, porque ela traz grande recompensa”
(Hebreus 10,32-35)


    Uma frase constantemente repetida no futebol é aquela: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A origem da declaração é desconhecida e provavelmente bastante antiga mas, ironicamente, ela parece ressurgir cada vez mais atual. A cada dia que se passa, os poderosos ficam mais mandões e os ajuizados, mais silenciosos. Em uma carreira tão efêmera quanto a de um boleiro – seja ele jogador ou técnico – fazer “vista grossa” aos soberanos parece estar sendo a solução mais sadia para garantir a sobrevivência.

    Em alguns clubes quem manda é o presidente. E manda tanto, mas tanto, que se sente no direito de extrapolar suas funções naturais e acumular também a de treinador. Não é de hoje que em clubes como o Vasco da Gama, o dirigente máximo se intromete até mesmo na escalação do time. Isso sem falar nas ameaças públicas feitas a jogadores e declarações infelizes aos meios de comunicação – como se a imprensa também estivesse inserida em seus domínios. Posso estar sendo retrógrada e assumo esse risco mas, para mim, presidente tem que presidir. É uma função político-administrativa, não técnica. Cada macaco no seu galho.

    O poder no futebol, como na sociedade, também está muito associado ao dinheiro. Assim, em clubes como Fluminense e Corinthians, dentre tantos outros, quem manda é o capital. Que se personifica, é claro, na figura do patrocinador. Recentemente, o comandante tricolor Oswaldo de Oliveira foi inesperadamente demitido do cargo, após colocar um jogador contratado pelo patrocinador no banco de reservas. Ele garante que houve pressão dos donos da grana para que a sua cabeça rolasse.

    No Timão a situação é ainda mais delicada, sobretudo porque não se sabe ao certo a origem das somas de quem manda. Fala-se até em lavagem de dinheiro. O fato é que as verdinhas existem e vêm em bastante quantidade. Diretamente proporcional é o poder do patrocinador, que assume uma série de funções incabíveis, como escolher os jogadores que serão contratados, autorizar liberações de atletas em treinos e jogos e conversar com a imprensa como se seus representantes fosses assessores. O patrocínio é um apoio financeiro em troca de visibilidade, não pode significar - em momento algum! - a propriedade do clube.

    O episódio talvez mais conhecido de intromissão foi protagonizado pelo ex-ditador Emílio Garrastazu Médice, que queria a convocação de Dario para a seleção brasileira. O tirano teve que engolir seco a resposta afiada do então treinador, o comunista João Saldanha: “Quem escala a seleção sou eu. O presidente escala seu ministério”.

    Mas a audácia geralmente tem um preço – e costuma custar caro. Depois de ter montado a base da seleção que se sagraria tricampeã do mundo, o técnico foi substituído por Zagallo. O Velho Lobo ficou com as honras da conquista no México todas para ele. A satisfação indescritível de se deitar a cabeça no travesseiro e ter a certeza de que jamais se curvou para os demandos de um general, porém, ficaram para Saldanha. E isso ninguém conseguiu lhe arrancar.

    Infelizmente, o ex-treinador da seleção era uma figura ímpar. E já não está mais aqui para afrontar as ordens. Hoje em dia o futebol carece de personagens assim, desajuizados. Nos dias atuais o esporte bretão está obediente demais, disciplinado demais, adestrado demais. Quem pode manda, e impera absoluto. E quase todo mundo tem juízo para obedecer. O mundo da bola suplica por alguém que desafie, que desacate, que aja à revelia das normas.

    Apesar de ser angustiante, porém, mantenho-me otimista: cedo ou tarde aparece um novo contestador que vire esse mundo de pernas para o ar. E vai ser gratificante ter esperado. Os mandões nem desconfiam, mas eles não podem tanto assim. Não adianta, o dinheiro não compra a rebeldia do Homem.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 21:28:26

11.08.06

O PREJUÍZO



O alto preço da irresponsabilidade

    Tudo bem que, quando o jogo é em casa, a responsabilidade pesa. Tudo bem que, quando o jogo é decisivo, a vontade de vencer é grande demais. Tudo bem que, quando o jogo está disputado, o sangue esquenta. Mas o jogador de futebol é um profissional, e não pode se deixar levar pelo calor do momento. O atleta precisa ter estrutura psicológica e emocional para perceber que a única forma de contribuir para a conquista do time é jogando um bom futebol. E para isso ele tem que estar em campo, não pode ser expulso.

    O boleiro receber o cartão vermelho porque dividiu um lance de forma mais dura, ou porque evitou uma situação real de gol é aceitável - embora controverso. O jogador ser colocado para fora de campo porque segurou o adversário que partia sozinho em contra-ataque ou porque fez pênalti bem na hora que o oponente ia chutar a gol, faz parte do jogo. Na equação futebolística, o prejuízo de atuar com um jogador a menos, em muitos casos, é menor do que o déficit de sofrer o gol. Portanto, ser expulso evitando a desvantagem no placar é um mérito, rotineiramente reconhecido e aplaudido pela torcida.

    Mas um jogador de futebol profissional ser expulso em jogo decisivo porque agrediu gratuitamente o adversário, em lance inofensivo e completamente distante do gol, ah, é inaceitável. Foi isso o que comprometeu a briga do Vasco da Gama pelo título da Copa do Brasil, já que a expulsão de Valdir Papel, logo aos 16 minutos de jogo, tornou ainda mais difícil a busca de uma vitória por três gols de diferença sobre o Flamengo.

    Foi isso, também, o que reconfigurou o jogo na final brasileira da Libertadores da América. Não me cabe aqui ficar tentando advinhar qual teria sido o placar, se Josué, do São Paulo, e Fabinho, do Inter-RS, não fossem expulsos. Mas uma coisa é certa: eles prejudicaram o seu time.

    Josué, porque o clube paulista começou o jogo atacando, e tinha tudo para partir para cima e sufocar o adversário, já que jogava em casa. Com a sua saída, porém, o meio de campo tricolor ficou gritantemente fragilizado (para não dizer aberto, escancarado). O resto da história os são-paulinos conhecem bem.

    E Fabinho, porque a equipe sulista perdeu a vantagem de estar com um jogador a mais em campo, o que seria altamente significativo no final do jogo, em que o cansaço pesa. Os gaúchos poderiam ter voltado para a casa com um placar mais elástico, para apenas carimbar a faixa de campeão ao lado de sua torcida. Do jeito que a situação está, agora, apontar antecipadamente o Inter como campeão seria muita imprudência. O título ainda não está definido. E poderia estar.

    Mas o prejuízo com a expulsão por violência gratuita não é só do time - que é obrigado a decidir com um atleta a menos, - só do técnico - que é levado a improvisar e nem sempre consegue bons resultados - ou só do próprio jogador - que além de ser multado, assisite ao jogo do vestiário. O prejuízo é do futebol.

    Porque agredir um colega de trabalho é antagônico à essência saudável do esporte. Quando isso acontece fora do contexto de jogo, então, é um crime hediondo, incompatível ao espetáculo. Não há argumentação plausível que justifique uma cotovelada, chute ou pisão depois do lance concluído. Pena que os clubes e as federações não punam rigorosamente os agresores e lhe cobrem pelo prejuízo ao time. E pena, também, que muitos torcedores apoiem este tipo de comportamento e encham a boca para dizer: “Fulano meteu porrada!!”.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 12:56:47

27.07.06

O VICE



E agora, sr. Eurico?

    Claro que ainda é muito cedo para se avaliar quais serão os efeitos da perda do título da Copa do Brasil, na Era Eurico Miranda. A dor ainda é latente e não deu tempo para os vascaínos assimilarem por completo a derrota. Muitos, quando despertaram pela manhã, devem ter se perguntado se aconteceu mesmo ou se foi tudo uma piada de mau gosto. Ou então suplicado às divindades, implorando para que tivesse sido apenas um apavorante pesadelo. Portanto, qualquer conclusão, agora, seria demasiado precipitada. Os torcedores ainda estão naquela fase de se entregar às lamentações, de buscar respostas para o insucesso e, por mais irracional que possa parecer, de eleger os culpados. É assim com qualquer clube. Inevitavelmente.
 
    Mas alguma coisa me diz que a soberania de Eurico Miranda à frente do time cuz maltino está em cheque. Não tanto pela derrota em si que, sozinha, seria insuficiente para abalar uma estrutura tão fortemente consolidada. Há algum tempo, porém, venho percebendo a insatisfação do torcedor aos mandos e desmandos do cartola.
 
         Ao término da triste partida contra o Flamengo, um côro vindo das arquibancadas pedia a sua saída. A revolta era tão grande, que o dirigente teve que deixar o estádio às pressas e escondido. Os rubro-negros, por sua vez, ironizavam Eurico, gritando palavras de ordem de apoio e agradecimento. Isso sem falar nas pesquisas e enquetes feitas por sites, na internet, em que ele é apontado como o grande responsável pelo fracasso, com larga (des)vantagem de votos.

    No final do ano – o indicativo é o mês de novembro – devem ocorrer as eleições para a presidência do clube. Uma parcela considerável dos associados já rompeu com ele e não é de hoje. Outra, sobretudo aqueles ligados às uniformizadas, está negociando um apoio que, outrora, era absoluto e incondicional. Um terceiro grupo, do qual ainda não se tem dimensão exata da proporção, mantém-se fechado ao atual presidente. A verdade é que, mesmo “rachada”, a torcida vem se dando conta, pouco a pouco, do quanto é maléfico ao clube tê-lo como dirigente. Do quanto a sua prepotência e incapacidade prejudicam o bom futebol que, historicamente, acompanhou o Club de Regatas Vasco da Gama.

    Pode ser que ainda não seja nesta eleição que “Euvírus”, como é chamado por parte da mídia, deixe o Vasco. Talvez o movimento de resistência à sua imponência dentro da agremiação precise de um pouco mais de tempo para reunir forças a ponto de derrotá-lo. Ou, quem sabe, as eleições não sejam suficientemente transparentes para que se tenha certeza de sua legitimidade. Mas o fato é que as paredes sólidas que protegeram, durante tanto tempo, a sua fortaleza, estão ruindo. As grades que tão inabalavelmente garantiam o seu feudo, enferrujam. E as engrenagens que aparentemente funcionavam bem, mostram sinais de desgaste.

    Não adianta, sr. Eurico Miranda, cedo ou tarde, todo império um dia cai. Foi assim com o Egito, com a Grécia, com o Império Romano, com a França de Napoleão, com Portugal... (há de ser com os Estados Unidos) e será assim com o sr. Pode ser agora ou daqui há anos, mas o teu absolutismo ainda acaba. O teu e de todos os outros dirigentes parasitas que se sentem donos do futebol brasileiro. Não sou eu que estou dizendo, é a História que evidencia.
  • criado por  petoledo criado por petoledo
  • Postado em 19:52:07